sexta-feira, 23 de maio de 2008

- so i´m not supposed to feel bad coz i´m a crappy person?
- guess not.
- well then... i can´t handle that.
- why not?
- self punishment.
- so...?
- you know what this means. you know how i am.
- do i ?
- you do,don´t you?
- what if i say i don´t?
- then i´d be glad.
- like hysteraclly glad?
- not really,it´d be most likely some sort of... silent happiness maybe?
- why is that?
- why?do you prefer seeing me hysterical or something?
- don´t try to change focus, you know what i mean.
- yes, i know.
- you know sometimes i feel like i don´t really get what you think about us
- i love you. and that´s all about me getting wrapped and you getting further
- still don´t get it
-that´s okay. sometimes i don´t get myself either. do you remember that book you gave me when you went away?
[pissed]
- "when you went away" . it sounds like i wanted to go, you know i didn´t want to, you know that. it feels like i´m gonna be punished for that the rest of my life. it wasn´t my fault, don´t be so judgemental.
- if you could just stop misinterpretating me you´d have noticed that i´m not judging you. i don´t think it was your fault. do you really think that of me?
- sometimes i think i do.
- why? when did i?....
- that´s not a big something like an isolated fact in a specific day, but "nasty little somethings" that you say occasionally
- so i hurt you "occasionally" ?
- actually more often than you might guess.You´re arid sometimes.
- i´m sorry. that´s who i am.
- so what about the book? Bukowski,right?
- that´s correct.
- what about it?
- i don´t know there´s something about it that makes me sick.
- don´t blame me. you picked it. and you know why it makes you feel that way.
- it´s way too dirty. as i wanted to be.as i´m not.
- do you hate me?
- you got really worried about that , didn´t you?
- yes. was it true?
- no. i figured out i used to hate someone else instead.
- what do you think about us?
- i think i love you, i think you´re meaninful. i think i´m always too overwhelmed by all this. you´re a concept .what do you like me the most?
- you´re sweet.
- i thought i was "arid".
[torn]
-yes but, well..i..nevermind.
- i miss you.
- i miss you too.
- when am i gonna see you again? for real?
- i don´t know. i wish i could make it all go away fast.
- i know that. I gotta go. goodbye.
- i´m gonna stay here for a while. i still have 4 hours to wake up. I love you.
- be with me today.
- i am already.


quarta-feira, 12 de março de 2008

Midnight lullaby

Today I feel just like a wounded dog

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

EGO-CÊNTRICO

Eu vi você ir, deixei
Chorei sua partida menos por saudade, que por não querer fechar um ciclo que eu gostaria que continuasse
Até que eu pudesse te exaurir e ficar exausta
De sua boca, pêlos, mãos, palavra e passado
E de tudo o que eu sou e quero e não posso quando estou contigo;

Eu vi você ir, fiquei
E voltei pra casa cheia de tédio e engasgo
E revi tuas fotos, cheia de mágoa e medo
E reli Bukowski, sentindo raiva e náusea;

A semana passou num tempo anestesiado
E o meu peito deserto, antes intumescido
Guarda um gosto pela cólera de amor pré-desvalido
E por tudo que passa, quebra, falta e é retirado;

Ao Sol febril de Fevereiro a vista arde
Em minha andança pela cidade o peito inflama
E ante o gozo, o nojo, o choro, o vil desprezo
Te invoco, inócuo, ao status quo de sua lama

No silêncio voraz de quem sente e cala
E sabe e nega e suja e prende e subverte
E amordaça e sucumbe e subjuga e envergonha
E violenta e envaidece e possui e fere

E é por te ter por Deus que peço ao Diabo
Por desejar-te meu que anulo o seu desejo
Por te abrir a perna o peito os braços
E levares tudo e deixares nada recíproco
Senão um jorro, um gosto e um gemido

Eu queria te odiar sempre como te odeio agora porque amar você é amar sozinha e casar com as estrelas e a não -palavra
É deitar-se com a matéria e a abnegação de tudo o que eu sinto;
E tudo o que eu não sou, e quero, e não consigo, quando estou contigo
Porque te amar, é amar a antítese do que eu quero,
Mas como te quero perto,
Antítese de mim.







IhateyouIhateyou

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Qual fulgor, que por mais sincero e risonho
Não cintila a exatidão de uma tristeza distante
Que de convexas flechas de um deus errante
Não se constrói, da queda do seu próprio sonho?

Lanço-te a mão o mais sincero abandono
Inconsciente, qual o momento em que fugiste
Do brilho absconso mais claro e triste
D´um amor tão virginal quanto impoluto

Cresce perene, pálida imagem tua
Esguia, ergue-se a Sílfide constante no meu sonho
E lança-se ao chão ao mais infecundo abandono
D´um amor raquítico, anêmico, estéril

Ai, que se me lhe houvesse pedido
Lho haveria equivocadamente cedido
Lonjura mais distante que o afélio.

AFÉLIO
outubro,2005
Poema antigo, preto, estéril de uma época ainda mais.Não relembro o passado, aqui, com nostalgia ou sentimento de qualquer ordem...apenas relembro por ter achado velhos documentos de texto numa pasta velha do pc. Arquivo sem nome é carta antiga esquecida no fundo da gaveta...mas por aqui a letra é virtual, o universo é cibernética, o que sobra , sim, é realidade ainda que intocável e pueril. Não só por ser sentimento mas por ser passado. E muito.
Stay beautiful,
Riccio

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

DIA UM

Sento-me irrequietamente, ao dia 20 de novembro do ano de 2007, à mesa da sala principal de casa e me ponho a ruminar os pensamentos que há tanto vêm povoado o meu crânio cansado.Com as janelas fechadas, as portas fechadas e o costume de aproximar as coisas externas a tudo o que eu sou, penso que a sala onde me encontro parece ser uma extensão de mim e uma adjacência de minhas necessidades sufocadas. Escrevo. E hoje tenho saudade de tudo: saudade que tudo comprime, que tudo contrai, retrai e implode. Chego a pensar que se fosse poeta diria que em meu peito, que agora oscila suavemente enquanto inspiro e expiro o ar desse recinto, marcando o compasso aparentemente tranqüilo de minha respiração, habita um buraco negro que tudo devora.

Abro a janela que se põe à minha frente. Tal foi a forma que a fiz escancarada, que se fosse pessoa seria uma cortesã sorridente, ou alguém que se rasga nos trâmites delirantes de loucura. Há em mim hoje mais que observação ou leitura. Mais que a minha sinfonia diária de metodismos e salguras, mais que meu acordar robótico, meu sorrir estático, meu pensar calado, meu amar programado, meu estudo frenético, meu horário neurótico. Há hoje necessidade de expandir, distender e explodir em mil partes que se desgarram dolorosamente umas das outras, assim como quem arranca um pedaço de si e doa pro mundo. Estilhaçar como mil cacos de estrelas incandescentes distantes, que, como anjos decaídos, repousam silenciosas e revoltas em cada recôndito de minh´alma. Eu estou hoje aqui e nos milhares de pontos secretos dos desertos da Califórnia.

Entraram na sala, reclamaram do frio, fecharam a janela. Eu disse que não, e abri. Senti que violaram meu regaço.Me aborreci. O telefone tocou e eu atendi com a mesma curiosidade com que, depois, colhia a ouvi-lo. Sinto a cada fala um suprimir e me encanta a possibilidade de talvez ser o único a desvendar um dito não existente segredo em sua não-palavra...afinal cada riso é uma oclusão e cada grandeza esconde uma infinidade de pequenos detalhes. Desligo pensando que é um indivíduo obtuso, assim como eu. E é, com certeza.

Volto à mesa e permaneço a fitar a folha em branco cujo outro lado eu escrevia. Quase não sinto mais nada salvo por um fio tênue que ainda me prende ao que já se esvai. E volta. Porque em mim as coisas não têm fim. São uma oscilação eterna entre o que foram, o que são e o que eu ainda pretendo, inconsciente, que elas sejam- posto que cada existência que há em mim deságua em outra e se reinventa num tremendo esforço de Ser, estar e permanecer vivo.Sinto-me hoje, compelido pelo destino, a não findar a hermética minha linha, ou o frenesi do meu pensamento que eu engoli e que ainda sinto queimar nas minhas entranhas. Amanhã ou depois aposto que regurgito. E assim poderei parir minha idéia como punhados de pontos luminosos, expandidos, abertos, diversos e novamente me sentir legítimo. Multiplicar-se alivia o fardo , o parto e a doença de ser unidade.
Stay Beautiful,
Riccio