eu queria tanto poder
ter a alma mais leve
e algo pra ler que
me comova
pra que eu pudesse
chorar
o que eu prendi o dia Inteiro
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
AÚ-CORTADO
Vivo.
Como se em mim eu não coubesse
Como se de Amor não mais pudesse
Pois que tudo quanto existe, insiste e cresce
Endoidecidamente fenece
No tempo, afoito, arrefece
Em mim, confuso, adoece.
Ando.
Não como andam os que atravessam as pontes
E cruzam as ruas
E abrem as portas e miram as entradas e entram nas casas
Mas ando
Como os que querem partir de si.
E quero
Como se bastante pra poder voltar
E creio
Como se bastasse pra poder sentir
E sinto
Como sentem os que se perdem
Os que se entregam
Os que se passam
Sem nunca ter o conforto de ser e estar distraído.
Buscar sua luz e o sentido das coisas
No querer te ter e me saber vencido
E querer vencer e me saber sabido
Do teu Ser algures e de mim, partido
É a ventura que à mim, me resta.
Junto à salgura que em mim deixaste
Junto à vereda que em mim abriste
E a caieira que em mim existe
Pois quando vais, é a mim que deixa.
shake me, shake me, skyscraper.
Como se em mim eu não coubesse
Como se de Amor não mais pudesse
Pois que tudo quanto existe, insiste e cresce
Endoidecidamente fenece
No tempo, afoito, arrefece
Em mim, confuso, adoece.
Ando.
Não como andam os que atravessam as pontes
E cruzam as ruas
E abrem as portas e miram as entradas e entram nas casas
Mas ando
Como os que querem partir de si.
E quero
Como se bastante pra poder voltar
E creio
Como se bastasse pra poder sentir
E sinto
Como sentem os que se perdem
Os que se entregam
Os que se passam
Sem nunca ter o conforto de ser e estar distraído.
Buscar sua luz e o sentido das coisas
No querer te ter e me saber vencido
E querer vencer e me saber sabido
Do teu Ser algures e de mim, partido
É a ventura que à mim, me resta.
Junto à salgura que em mim deixaste
Junto à vereda que em mim abriste
E a caieira que em mim existe
Pois quando vais, é a mim que deixa.
shake me, shake me, skyscraper.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Construção
De tudo que houve em mim
De tudo que esteve em mim
De tudo o que me forma, me cria, me cresce
De tudo o que compõe meu desalento, desencanto
De tudo quanto combustível pro meu grito
De tudo quanto pouco canto pro meu canto,
Eu parti, e nada mais me resta.
E sigo em vôo desatento, desolado
A cada passo há o peito aberto, descampado
E o pesar do olho insone, alerta, alado
E do sonho calado,viciado a olhar o chão.
E por me ver talvez tão pouco comparado ao que eu vejo
E por me ser assim tão rouco ao pé do brio de meu desejo
Engulo meu parto, adormeço meu urro, adoeço a minha idéia
Adoeço meu corpo, me vejo inteiro em pedaços
Me arrebento, me rebato, me desfaço
Me derreto, me dissolvo, me desgraço
Contemplo a graça e a beleza da desconstrução.
Mas se de tudo que me restar da passagem
De tudo que me sobrar da mudança for minha asa raquítica
Meu sorriso ligeiro
O calor vazio de Fevereiro
E meu olhar cheio de futuro e lágrima
Eu amarei o céu, a lua e as estrelas
O tempo, a distância, a saudade
A carne, o músculo, o sangue
E o que há de mais etéreo,em pensamento.
Pois se sobrar de mim
O mínimo do pouco que eu sou
Eu amo.
E abraço a lembrança
E afago a memória
E converso com o eco
E me deito com a ausência e beijo-lhe a face
E ofereço-lhe minha mão e lhe empresto meu riso
E me caso com a idéia.
Porque de tudo aquilo quanto sobra quando me estilhaço
Ainda me sou,ainda te faço
Viver , silenciosamente,dentro,em mim.
De tudo que esteve em mim
De tudo o que me forma, me cria, me cresce
De tudo o que compõe meu desalento, desencanto
De tudo quanto combustível pro meu grito
De tudo quanto pouco canto pro meu canto,
Eu parti, e nada mais me resta.
E sigo em vôo desatento, desolado
A cada passo há o peito aberto, descampado
E o pesar do olho insone, alerta, alado
E do sonho calado,viciado a olhar o chão.
E por me ver talvez tão pouco comparado ao que eu vejo
E por me ser assim tão rouco ao pé do brio de meu desejo
Engulo meu parto, adormeço meu urro, adoeço a minha idéia
Adoeço meu corpo, me vejo inteiro em pedaços
Me arrebento, me rebato, me desfaço
Me derreto, me dissolvo, me desgraço
Contemplo a graça e a beleza da desconstrução.
Mas se de tudo que me restar da passagem
De tudo que me sobrar da mudança for minha asa raquítica
Meu sorriso ligeiro
O calor vazio de Fevereiro
E meu olhar cheio de futuro e lágrima
Eu amarei o céu, a lua e as estrelas
O tempo, a distância, a saudade
A carne, o músculo, o sangue
E o que há de mais etéreo,em pensamento.
Pois se sobrar de mim
O mínimo do pouco que eu sou
Eu amo.
E abraço a lembrança
E afago a memória
E converso com o eco
E me deito com a ausência e beijo-lhe a face
E ofereço-lhe minha mão e lhe empresto meu riso
E me caso com a idéia.
Porque de tudo aquilo quanto sobra quando me estilhaço
Ainda me sou,ainda te faço
Viver , silenciosamente,dentro,em mim.
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