sexta-feira, 2 de abril de 2010
AO MEU LIVRO PERDIDO
As Palavras Andantes andaram de mim
Rumo a um não-sei-onde em que não estou
E eu me pergunto que mal as fiz
Pra merecer a violência desse abandono inexplicável
Esse estado de ausência
Entre a fuga e o arranque.
Eu nem as vi partir.
E achei isso uma traição
Esse sair silencioso, esse abandonar de sorrate,
Essa quase incoerência em saber-se palavra
E de não ter me dito nada
Quando, de mim, foi embora.
Às vezes, penso que tudo que é bom me escapa
E sobra em mim só esse gosto amargo
Esse gosto ocre
Essa saudade
Esse mesmo sentir doente de merda
Que eu mudo
Que eu mudo
Que eu mudo
Que nunca muda de mim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário